A Fox News elaborou recentemente uma reportagem sobre o sxe, com entrevistas a pessoas como Chris Wrenn da Bridge 9 ou Pat Flynn dos Have Heart.
Podem ler a reportagem aqui.
(Aquilo é o quarto do Pat?)
E de repente fiquei com saudades de True Blood.
Como eu sei que anda por aqui muita gente que gosta de dar uso às cordas vocais de vez em quando, fica o convite.
A partir desta quinta, todas as semans, no Arcádia Bar em Faro.
No ano passado os Defeater lançaram o seu primeiro trabalho, "Travels". Inicialmente não me cativou, mas à medida que fui ouvindo com mais atenção fui ficando maravilhada com o poder da sua música. Letras fortes, uma escrita dinâmica, boas melodias, teve tudo para ser dos meus álbuns preferidos de 2008.
Entretanto, começaram a trabalhar num novo EP, e fiquei com medo. Uma banda que surpreende tanto à primeira, elevou demasiado a fasquia. Posso apenas dizer que desde ontem que ainda não parei de ouvir o novíssimo "Lost Ground", e não sei se não estará melhor ainda que o "Travels". Lá vão eles para o meu top de 2009.
Que poder!
Bob Dylan <3
(E façam-me o favor de ir ler a letra desta música, que bem merece.)
Até podia dizer que me caiu mal e não me soube bem para não deixar certas pessoas com inveja, mas não o vou fazer. Soube mesmo bem =p
É talvez das obras menos analisadas de Fernando Pessoa, este conto sobre uma conversa entre dois amigos após um jantar. Por um lado, um banqueiro que se afirma um verdadeiro anarquista, por outro lado, o amigo a quem ele explica o percurso da sua vida e como descobriu a verdadeira "técnica do anarquista".
Concluirá o banqueiro que todos devem trabalhar para um mesmo fim, mas separados, de forma a não sucumbirem à pressão social, podendo tornar-se livres do dinheiro, da sua influência e força, através da aquisição da maior soma possível.
Um conto extremamente actual e que certamente, consolida o valor de Pessoa no panorama literário.
"O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as acções sociais, que
se sobrepõem às realidades naturais tudo, desce a família ao dinheiro, desde
a religião ao Estado. A gente nasce homem ou mulher quero dizer, nasce
para ser, em adulto, homem ou mulher; não nasce, em boa justiça natural, nem
para ser marido, nem para ser rico ou pobre, como também não nasce para ser
católico ou protestante, ou português ou inglês. É todas estas coisas em virtude
das acções sociais. Ora essas acções sociais são más por quê?
Porque são acções, porque não são naturais.
Tão mau é o dinheiro como o Estado, a constituição
de família como as religiões. Se houvesse outras, que não fossem estas, seriam
igualmente más, porque também seriam acções, porque também se sobreporiam
e estorvariam as realidades naturais. Ora qualquer sistema que não seja o puro
sistema anarquista, completamente, é uma acção também. Empregar todo o
nosso desejo, todo o nosso esforço, toda a nossa inteligência para implantar, ou contribuir para implantar, uma acção social em vez de outra, é um absurdo,
quando não seja mesmo um crime, porque é fazer uma perturbação social com
o fim expresso de deixar tudo na mesma . Se achamos injustas as acções sociais, porque esmagam e oprimem o que é natural no homem, para que empregar o nosso esforço em substituir-lhes outras acções, se o podemos empregar para as destruir todas?"
Para os interessados, podem ler o texto na sua íntegra aqui.
Realização: Hirokazu Koreeda
Argumento: Hirokazu Koreeda
Há dias lia na Premiere uma crítica a um novo filme de Hirokazu Koreeda, Aruitemo aruitemo, em inglês, Still Walking, no qual era mencionado o lado humano e real dos seus filmes. Lá pelo meio, foi destacado um dos mais marcantes, Dare mo shiranai, ou Nobody Knows. E talvez pela história ou pelas palavras atractivas ao filme, foi este que fui ver.
Dare mo shiranai conta a história de quatro irmãos abandonados pela mãe e deixados a viver sozinhos num apartamento em Tokio, que servirá tanto de casa como de prisão. Akira (Yuya Yagira), de 12 anos, fica assim responsável por duas irmãs e um irmão mais novo, sobre os quais não pode falar, mantendo-os escondidos no seu minúsculo apartamento para que ninguém saiba que existem.
Baseado em factos reais, durante todo o filme ocorreu-me uma única pergunta: "E se eu estivesse no lugar daquele rapaz?".
De acção lenta, não deixando qualquer pormenor escapar, acompanhamos os dias destas quatro crianças, desde o abandono até à decadência da sua família, num filme extremamente humano, focado essencialmente em Akira e no seu esforço para manter a sua família. Através dele vemos um prematuro rapaz de 12 anos que se vê forçado a crescer e agir como um adulto para poder cuidar dos seus irmãos. E são nos pequenos detalhes que se revela o adulto naquela criança, que chega a mentir para os irmãos como forma de os proteger.
No entanto, o seu lado juvenil mantêm-se lá, mesmo que obrigado a esconder-se. Trata-se apenas de um rapaz de 12 anos que gostaria de poder agir como tal, brincando com crianças da sua idade, sem qualquer preocupação acrescida.
É de facto uma personagem maravilhosa e extremamente complexa, interpretada esplendorosamente pelo jovem Yuya, que foi inclusive, o actor mais novo a ganhar um prémio de melhor actor no Festival de Cannes.
Já os dois irmãos mais novos, Shigeru (Kimura Hiei) e Yuki (Shimizu Momoko) não têm uma percepção tão real da sua condição devido à idade, o que faz com que situações como a ausência da mãe ou terem que tomar banho em fontes públicas sejam mais naturais e de melhor adaptação. Quanto a Kyoko (Ayu Kitaura), a outra irmã, encontramos nela uma figura quase angelical, cheia de sonhos de rapariga pré-adolescente, onde um simples piano representa o futuro idealizado.
Um dos aspectos que mais me agradou no filme foi a importância dos detalhes. Desde o piano de brincar, aos vídeo jogos, aos objectos espalhados pela casa, à sujidade, aos focos dos pés ou unhas sujas das crianças, ou à forma como o irmão mais novo de Akira come papel para enganar a fome, está tudo lá, no momento perfeito, para mostrar a evolução que as suas vidas levam. Koreeda começou como documentarista, o que, possivelmente, ajudou bastante neste aspecto. Durante todo o filme ele trabalha com imagens que se sobrepõem aos diálogos, tornando-se bem mais importantes.
É uma história sobre sobrevivência, sob o olhar ingénuo e sem maldade de quatro crianças, o que a torna, por vezes, de difícil visualização. É impossível não tocar quem o vê e dá que pensar, não apenas pela temática da pobreza, mas sim por ser visualizado e vivido através de quatro crianças.
Foi disponibilizado um novo poster do filme Alice in Wonderland no facebook do próprio. Ao que parece, quando 7500 pessoas gostarem deste, mais dois virão.
Norah Jones
A noite hoje é dela. Voz e melodias perfeitas, adoro.
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